Levando a sério o cronograma estabelecido, tínhamos mais cinco dias de empreitada no Frey antes de retornar para Bariloche e curtir um dia de escalada no Vale.
Desta vez pegamos a trilha a partir dos teleféricos. Uma trilha muito bonita, permitindo uma visão privilegiada do Tronador e um visual arrebatador.
Panorâmica com o Tronador ao centro.
Tronador ao fundo. Atrás de mim, uma pirambeira sem fim. Não dava pra ver o fundo do vale!!!
Obviamente que tínhamos que olhar por onde pisávamos pois o solo era bastante instável. Um escorregão alí e iria para uns 500 metros abaixo debaixo de pedras. Impossível ver o fundo do vale.
Nos dias de escalada entramos em vias na agulha M2. Del Diedro e Socotroco. Neste dia não fiquei à vontade de guiar. Só entrei na Socotroco, onde foi armado um top.
No dia seguinte seguimos em direção à Torre Principal com o intuito de escalar a via Clemenzo. Saímos tarde do acampamento, e como não encontramos a base da via, desistimos de escalar. Acabou que neste dia a única coisa que fiz de interessante foi nadar na Laguna Toncek. Este dia estava mais quente e a água não estava tão fria.
No que seria nosso último dia de escalada no Frey, resolvemos tentar a Clemenzo novamente. Mas desta vez só eu e o Bruno. Acordamos mais cedo, dividimos o equipamento, deixamos o equipamento do Edu, que iria repetir a Diedro de Jim com a Bia, e nos largamos para a Principal. Com um pouco de dúvida, mas decididos, encontramos a base da via.
Lembrando que a Clemenzo é uma via antiga e de estilo tradicional. Seria esperado cordadas mais expostas e de estilos diferenciados. Sabíamos que teríamos um off-with, e tínhamos os betas. Mas não tinha me dado conta que a última cordada teria uma chaminé.
Escalar esta via foi uma das melhores experiências no Frey. E como em qualquer outro lugar, existe uma regra implícita: se a escalada é fácil, então é exposta. Se é difícil, bom... não precisa dizer mais nada! (rsrsrs)

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