23 de dezembro de 2011

Série Frey 2012 - Cinzas do Vulcão Puyehue e o Cerro Catedral

      Existe uma coisa incrível que acontece com os escaladores que é um otimismo acima da média. Otimismo incrível mesmo. E isso é reflexo do nível de "vício" que se chega. É fato: escalador acorda vendo um clima péssimo, às vezes chovendo muito, mas precisa colocar os pés na trilha cheia de lama e as mãos na pedra molhada para ter certeza: 

"É, hoje não rola escalar!"

      E o que isso tem haver com o título? O que o vulcão - que neste ano resolver acordar e criar uma nuvem que chegou no outro lado do mundo - tem haver com isso tudo?

      Pra começo de história, nunca ví tanta gente com passagem comprada para a Patagônia. Muitos para a região de Bariloche. Inclusive eu! Se estão ignorando o vulcão eu não sei. 
      Mas existem boas notícias. O site argentino http://www.rionegro.com.ar possui uma matéria onde dizem que a região do Cerro Catedral, onde está o Refúgio Frey e muitos outros, foi afetada principalmente nos primeiros dias da erupção. Mas o único refúgio que realmente sofreu foi o Lopez, mais ao Norte.
      Curioso notar nas fotos da nuvem de cinzas que rolaram pela internet que houve uma mudança na trajetória da nuvem de forma que desviaram ligeiramente da região do Catedral, apesar de mesmo assim ter alcançado.

      É claro que tudo que estou falando aqui, falo como um autêntico escalador, otimista: 

"Nãaao! As cinzas desviaram do Frey! Tá limpo!"

      É claro também que vou confiar nas poucas fontes que encontrei pela internet dizendo que os refúgios já estão abertos para visitação.
      É claro, que em Janeiro estarei lá, pisando nas cinzas e colocando a mão nas rochas daquelas agulhas impressionantes.

      Só assim, claro, vou ter a certeza se vou escalar no Frey, ou não! (risos)

      E quem chegou pra mim esses dias dizendo pra desistir, pra descer pra Chaltén (interessante), me dirigir pra Cochamó (muito interessante), e fugir dali e esquecer o Frey. Me desculpe, mas eu acho que vai rolar escalada, e preciso colocar meus pés no Frey antes de desistir e mudar de rumo.


Ah sim! Aquelas poucas referências:

19 de dezembro de 2011

Série Frey 2012 - A segunda vez é sempre melhor!


Agora é definitivo. Viagem marcada para a Argentina. Mais uma vez, de Curitiba direto para as vias no Cerro Catedral, em uma das regiões mais famosas da Patagônia: o Frey! 

Série Frey 2012
Vou iniciar aqui uma série de posts sobre os planos para esta temporada. Relembrar algumas vias da temporada de 2010 (veja posts antigos) e fazer uma "lista de desejos" para esta temporada.



2010: Como Foi a Primeira Vez
Na verdade, a primeira vez é sempre mais difícil. Existe um estigma sobre ambiente, clima, dificuldade das vias, exposição, etc. E é quase tudo verdade! (eheheh)
Brincadeiras à parte, a primeira vez você "aprende a andar". Aprende onde achar coisas para comprar em Bariloche. Aprende onde dormir sem gastar muito. Aprende como acessar as trilhas e as aproximações. Aprende que numa cordada longa é bom ter peças e costuras à mais (e eu sei a falta que isso faz!). Enfim, a primeira vez você perde tempo com muitas coisas por não conhecer a dinâmica do local.

2012: A Lista de Desejos
Uma vez que você conhece Bariloche, o Cerro, as trilhas, os ônibus e o horário de funcionamento do comércio, tudo fica mais fácil. É. Na verdade não fica fácil, mas você se torna "mais safo" e não perde tempo com besteiras. Ou pelo menos evita alguns enroscos.

Pensando nas possibilidades dentro do tempo disponível, tenho algumas sugestões e idéias. Obviamente, o Frey é primordial, tanto para mim quanto para a Camila Armas. Camila será minha parceria firme pra tudo nesta viagem. Além de escalar bem, curte fazer coisas além da escalada - mas sem sair de perto das montanhas. Pois é, se vai vingar eu não sei, mas idéias como travessias entre refúgios, conhecer o Cerro Tronador, escalar novamente as esportivas alucinantes no Valle Encantado estão entre as idéias. 

Mas o destino mais desejado tanto pra mim quanto para a Camila é escalar no Frey. No meu caso, quero repetir algumas vias e conhecer outras vias, outras agulhas. No caso da Camila, conhecer a região e as escaladas maravilhosas no Frey.

Entre as repetições que irei comentar aqui na sequência de posts da Série Frey 2012, com certeza terá Sifuentes-Weber, na Frey e Clemenzo na Torre Principal. E na lista de desejos entram agulhas: Abuelo, Campagnile Esloveno, La Tapia, La Banana... Cara, é muita via pra pouco tempo! E isso que serão praticamente três semanas na região!

Resumindo. O ano de 2012 irá começar em alto estilo. E que venha o Frey e suas agulhas!

13 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011: início esportivo, final tradicional.

      Diferente de 2010, que começou com uma viagem para a Argentina, 2011 foi sem muitas novidades. Me dediquei a esportiva como nunca, finalizando 2010 e iniciando 2011 escalando no Curucaca. Bom, deixei de visitar o setor, claro, mas a força realmente aumentou este ano que passou.
      E isso com certeza me incentivou a tentar evoluir o grau da escalada (esportiva). Resultado disso foram vários meses fazendo treino acompanhado. William Vieria foi meu carrasco. Puxou o treino, e me ajudou muito na minha principal deficiência: dinâmicos - uma escalada mais explosiva.
      Por conta de correria de trabalho e outras coisas, as corridas de rua deste ano se limitaram à ótima experiência com o Cross Duathlon e a meia maratona de Curitiba. Muito pouco. Por outro lado, os treinos mais duros fizeram com que eu escalasse com mais calma e segurança vias de sétimo e oitavo graus. Aliás, a principal surpresa deste ano foi uma cadena flash de um 8a na Falésia dos Olhos, a via Rock'n'roll na Catedral.
      Em setembro, voltar a escalar no Baú e Bauzinho foi fantástico. Aquelas pedras merecem sempre novas tentativas e repetições. No mais, foi um ano "normal" considerando as experiências em 2010 (ver retrospectiva 2010).
      Mas apesar de tudo, o ano está terminando ainda com saldo positivo. A passagem comprada com destino a Bariloche remete ao bom ano de 2010. Mas agora, com mais experiência, acredito que as escaladas no Frey serão mais produtivas.

      Então, que venha 2012, com direito a Frey, Marumbi, Setor 3, Macarrão, Anhangava, etc... e quem sabe uma incursão em Andradas ou Salinas? Quem sabe?

O que aconteceu em 2011:

  • Janeiro
    • Mais pegas no setor Curucaca
    • Cadena da primeira parte da via Jailbreak, 8b (BRA)
  • Fevereiro
    • Cross Duathlon: experiência ótima!
  • Março
    • Travessia Superagui - Cardoso de bicicleta
  • Abril
    • Cadena da Capitão Caverna, no morro Anhangava
  • Maio
    • Cadena da Gato Muerto, 8a, setor Macarrão em PG
  • Junho
    • Tatuagem
    • Cadena da Chuva de Verão, 7b
  • Julho
    • Incursões ao Marumbi
    • Cadena da Boluda, 7b, Setor 1
    • 1ª Meia Maratona de Inverno de Curitiba
  • Agosto
    • Incursões à São Luiz do Purunã e Anhangava.
  • Setembro
    • Feriado em São Bento do Sapucaí:
      • Pedra do Baú
      • Bauzinho
      • Falésia dos Olhos: cadena flash de um 8a!
    • Caratuva: primeira vez nesta montanha
  • Outubro
    • Escaladas no Marumbi
    • Associação ao CPM - Clube Paranaense de Montanhismo
  • Novembro
    • Escaladas no setor 3 de São Luiz do Purunã
    • 1º Festival de Escalada Tradicional do Paraná
    • Definido destino de férias: Frey
  • Dezembro
    • Treinos focando a viagem marcada: Frey em Janeiro de 2012!

Camila Armas, na clássica Maria Buana, Abrolhos (no conjunto Marumbi).
Primeira cordada da V de Vingança, Bauzinho, São Bento do Sapucaí.
Via Periferia, 7c, setor Macarrão em PG.
Mandando Rock'n'roll na Catedral, 8a (flash).

12 de dezembro de 2011

Novo Associado ao Clube Paranaense de Montanhismo

CPM.















Depois de muitos anos de escalada e praticamente nenhum vínculo com clubes e associações de montanha, resolvi me associar ao CPM (Clube Paranaense de Montanhismo). Fiquei uns dois anos pensando em me associar ao clube, pensando principalmente em alguns benefícios interessantes. Um dos grandes benefícios é a casa no Marumbi. Enfim, me associei no dia 19 de Outubro de 2011.

Segundos intenções? Claro! Afinal, ter um refúgio de montanha disponível ajuda muito na logística quando se quer escalar no Marumbi. Quantas vezes desisti de escalar lá por falta de recursos e um bom refúgio?

Garanto que na próxima temporada de escalada estarei visitando a casa do clube, e escalando muito mais naquelas montanhas.

Agora, impressões pessoais sobre os prós e contras do clube, suas atividades, e tudo que envolve o "universo CPM", com certeza vou escrever em breve. Por enquanto, tudo ótimo!