27 de agosto de 2012

Na Última Terra de Malboro

      No dia 25 de Agosto, pude sentir o prazer de entrar novamente em uma das vias mais clássicas nas paredes da Esfinge. Lembro de ter entrado com o Tavinho na metade da primeira cordada da via. Muito molhada na época. Tivemos que abortar. Mas ficou um gostinho de "quero mais".

Última Terra de Malboro, 210m VIIa A1 (VIIIa A0) E3 M2

 

William, na parada da primeira cordada. Tente enxergar!
      Esta via transcorre pela face Norte da Esfinge. Cinco cordadas. A primeira protegida em chapas e grampos. A segunda começando em um diedro em móvel, alcançando um platô de mato. Deste platô se alcança o primeiro grampo, seguindo para algum lugar que não ví... pois é!
      Quando eu e Camila alcançamos a base da via, o William já estava na parada da primeira cordada. Da trilha consegui tirar várias fotos dele, do meio da cordada pra cima. Na velocidade que estavam as coisas, achei que nem entraríamos na via. Mas acabamos entrando de segundo em vez de guiar. Escolha acertada pelo tempo já adiantado. Cordada linda!
      Com cinco pessoas na parada, e o tempo já avançado, ninguém estava muito afim de seguir em frente. Pra piorar, uma neblina já estava tomando conta do lugar, deixando uma visibilidade mínima. Não dava pra enxergar muita coisa.
      Depois de muita conversa e o Wil tentando me convencer a equipar o diedro, acabei me empolgando. Decidimos tentar esta cordada, que não parecia difícil. Estava com o equipo móvel na mochila. E levar e não usar, seria um desperdício.
      Depois de subir pelo diedro e chegar no primeiro grampo, a visibilidade e a humidade tomaram conta. Estava ficando escuro, e não tinha noção do que viria pela frente. Resumindo tudo, senti novamente o gostinho e a delícia da primeira cordada. E ainda experimentei o início da segunda cordada, que me deixou apaixonado pela via.

Camila na primeira cordada. A neblina já estava presente.
      É. Não tenho mais escolha. Ficou de novo um gostinho de "quero mais, muito mais". Preciso voltar logo nesta via, mas desta vez pra tocar até o final.

Toque do dia: Toque de Caixa!

      Novamente o plano funcionou: "sempre entrar em uma via nova a cada visita ao setor" E desta vez acabamos na base da Toque de Caixa, de novo. Mas desta vez, desviando de formigas!
      Da outra vez que tentamos a via mais pela esquerda tivemos problemas com cipós e formigas. Depois de puxar um toco de cipó queimado, saiu tanta formiga da fenda que tive que descer rápido. Nada demais, mas nos fez desistir e pensar na possibilidade de entrar um outro dia qualquer.
      
Toque de Caixa, 6b. Ótimas colocações, sempre na pressão.

      No último dia 18 estivemos mais uma vez no setor 3. Chegando à tarde, e ainda dando um cochilo. Foi um dia bastante preguiçoso. Mas mesmo assim, evitamos a mesmice e entramos na Toque de Caixa, 6b. Na verdade, estávamos eu e Camila na base da Urubufobia (variante), mas não havia espírito para tentar aquela via. Decidimos tocar pra frente e entrar na Toque, o que foi uma ótima escolha. 
Fim de tarde no setor 3.
      A via se situa na área "Mamilos". A rocha é de qualidade. As proteções são perfeitas, em fendas em sua maioria horizontais. Parede vertical, quase negativa em alguns pontos, não dando muita chance de descanso. Alguns pontos a proteção é feita "na pressão". Quando digo pressão, não é que seja forte, afinal, é um 6b! Mas é preciso se manter no lance enquanto protege. Vias como a Varejo, Iô-iô, Batman, entre outras é possível proteger descansando em platôs. Facilita muito. Na Toque não há muita possibilidade. E é exatamente isso que deixa a via ótima. Proteções à prova de bomba, lances verticais quase aéreos... show de via!

Neste dia não fizemos mais nada. Mas o plano foi mantido: "sempre entrar em uma via nova a cada visita ao setor".

E a próxima, qual vai ser? Cipó, Fel da Terra, Urubufobia, ou alguma outra sugestão?

1 de agosto de 2012

Bicão: é possível melhorar a proteção!

Experimentando pela primeira vez, Bicão, 7b.
     Mais um dia de tempo bom, talvez não muito bom, mas suficientemente bom para atravessar os charcos e chegar no Setor 3 de São Luís do Purunã. No último domingo eu e Camila voltamos para o setor afim de continuar experimentando coisas novas.
      Desta vez, além de algumas repetições quase obrigatórias, entramos na via Bicão, 7b. Por insistência da Camila, claro, o que foi ótimo. Acho que eu precisava de um empurrãozinho para entrar em algo novo. Tantas idas ao setor e até este dia não tinha experimentado esta via, que está anotado no croqui como:
"Esportiva bonita, é possível melhorar a proteção com um micro friend."
      Olhando pelo comentário e olhando a via a partir da base, parecia que haveria possibilidade de proteção entre a primeira e a segunda chapas. Muito afastadas entre si, percebi que entrava não só uma peça, mas duas, até chegar na próxima chapa. Obviamente isso é bem relativo. 
      Quando se entra em uma via com um "espírito esportivo", se espera proteção farta e bem colocada, diferente do "espírito móvel", onde se costuma ir no "toca-toca" quando está fácil. Esta via é esportiva sim, mas recomendo levar um camalot 0.4 e 0.5 super bem-vindos! Na dúvida, resolvi proteger após dominar o platô do início e logo em seguida, quando se fica de pé neste mesmo platô. No mais, a via é realmente muito boa, com o começo forte (crux) e um final que é mais um presente. Bem aérea e muito linda. Valeu a pena a insistência da Camila!

      Outras vias que entramos? Ah sim! Melzinho da Chupeta pra esticar o corpo, Iô-iô pra relembrar o crux, Bicão pra manter a idéia de sempre entrar em coisas diferentes, e Madre Tereza, com seu tetinho exigente no final.

      No mais, o que surpreendeu foi ver o setor bastante encharcado. Não parecia que estava tão úmido, e vias como a Varejo estavam muito molhadas, como nunca tinha visto. Este setor merece visitas constantes. Muita via para entrar, muitos projetos.

O negócio é seguir o plano: "sempre entrar em uma via nova a cada visita ao setor".

Quem sabe no próximo final de semana experimentamos a Urubufobia, ou Cipó, ou uma tentativa equipando a Estraga Prazeres... eita!

25 de julho de 2012

Setor 3 - Aclimatação... de novo!

Vista do Setor 3.
      Depois de muito tempo com as peças encostadas, o último final de semana foi um retorno, uma aclimatação - de novo - em um dos melhores points de escalada em móvel do Paraná .
      Estava na espectativa de escalar, ou tentar escalar no Marumbi, mas o destino nos levou, eu e Camila, para este paraíso de fendas em um arenito que poucos acreditam que seguram um friend, camalot, stopper e toda aquela tralha de escalada móvel (risos).

Camila experimentando a Batman, 6a.
      O clima estava favorecendo demais a escalada. Como nunca. As chuvas que não cessavam resolveram dar uma trégua, indicando uma temporada melhor para escalada.
      Não escalamos muita coisa, mas para um retorno, foi agradável e renovou a vontade de entrar em novas vias e visitar com maior frequência o setor.
      E não foi desta vez que entramos na Urubufobia, Se Bobear o Platô Cai, Cipó, Estraga Prazeres e tantas outras vias que estão "engatilhadas".

Vias Escaladas

Na verdade, não escalei nada de novo, mas consegui apresentar para a Camila uma parte do setor que a maioria deixa de lado. Enquanto muitos ficam nos setores Coliformes..., Diedro de Ísis e a ilha de pedra, fomos mais longe. Entramos na Jardins Suspensos 6a. Depois, uma tentativa de fazer a Toque de Caixa, 6b frustrada por conta de formigas. E ainda entramos na Por Alí 5+, via curta e linda com duas fendas e uma pequena travessia entre elas. A Amarelo Ual 5+ também entrou na conta, bem no fim do dia. Melzinho na Chupeta, Varejo e Batman também foram "revisitadas", e esta última com a primeira tentativa guiada da Camila. Via vertical, exige mais para equipar e aguentar a sequência em reglete e batentes.

Lista de Desejos

      Depois de um findi perfeito, com clima ótimo e o encontro de amigos no setor, renovei minha lista de desejos. A tentativa de entrar na Toque de Caixa foi boa, mas muito discreta. Faltou vontade, ou faltou coragem? (risos)
      Algumas das vias que estão engatilhadas são: Toque de Caixa, Cipó, Urubufobia, Se Bobear o Platô Cai, Garota Eu Vou Pra California, Estraga Prazeres, Anão, Cicatriz, Fel da Terra, Cata Ovo.
      Não necessariamente nesta ordem, mas de preferência todas nesta temporada. Nada que um mês visitando todo fim de semana não resolva estas "pendências".

Eu, na parada da Por Alí 5+. Diedros e fendas perfeitas.

22 de maio de 2012

Regletando e Renovando

Diedro de Jim, 5+, Agulha Frey.
      

De novo. Eu sei, eu sei. Mais uma vez estive afastado deste universo blogueiro. Tão perto, mas tão longe... 

Mas estou de novo aqui, pra escrever minhas lembranças, minhas viagens, minhas escaladas e minhas regletadas. Regletadas? Sim. Isso mesmo. Regletando a gente chega lá! (risos)

Regletada

Por falar em regletes, mudei o nome do blog! Se alguém vai notar isso, não sei. Mas resolvi renovar, não só a foto no topo, mas o nome do blog também. E porquê?

Nada demais. Eu gosto do meu nome, mas alterar de rodolforickli.blogspot.com para regletada.blogspot.com fica mais fácil, né? Desde que me conheço por gente, tenho que soletrar meu sobrenome em todo lugar que vou: "Meu nome é Rodolfo Rickli. Rodolfo R-i-c-k-l-i. Obrigado." (risos)

      Regletada talvez não seja tão normal assim, mas para quem procura conteúdo relacionado à escalada, é um termo bem comum. Então é isso. Mudei. Renovei.

      Volto novamente para escrever sobre minhas experiências "escalísticas" neste blog, de cara nova, de nome novo e quem sabe com novas histórias. Com certeza estarei escrevendo para a série Frey 2012, colocando aqui alguns detalhes sobre a minha experiência de volta ao Frey. Lugar incrível, com escaladas maravilhosas. Também vou compartilhar aqui idéias, projetos e tudo que diz respeito ao meu lado escalador. Aliás, assunto para outro post, o vício que não acaba: escalada.

      Por enquanto é isso. Virão novidades. E que a temporada 2012 continue boa porque já começou alucinante com a viagem ao Frey. Espero que continue com escaladas no Marumbi, São Luís do Purunã, Corupá com mais intensidade, Macarrão em PG, Pedra do Baú, Salinas se Deus quiser e permitir que eu tire uns dias de folga no trampo... eita! 

      Bons ventos à todos!

14 de janeiro de 2012

Série Frey 2012 - Novas Agulhas e Novas Vias

      Neste momento não estou mais em Curitiba. Estou a caminho de Bariloche, com minha namorada Camila. Na mochila, muito equipamento. No pensamento, a idéia e a esperança de escalar muito naquelas agulhas incríveis do Cerro Catedral.

Temporada Frey 2012

      A vantagem de já ter adentrado aquela região é grande. Desta vez, se o clima permitir, devo ir direto para o que realmente interessa. As dificuldades de locomoção, língua, comida, etc. são as mesmas. Mas as coisas ficam mais agilizadas quando se sabe onde pegar um ônibus, qual mercado fazer compras, qual camping ficar, qual trilha fazer.

      Mas o que fica ainda sem definição, e que sempre gera expectativa é: Qual agulha e qual via devo escalar?

      Posso chutar aqui as possíveis rotas de escalada, mas a definição vem mesmo no dia anterior ao dia de escalada. O que define mesmo é o estado físico, o clima, a parceria e principalmente o estado mental. A cabeça tem o poder de fazer uma escalada fluir. E tem o poder de travar teu corpo de uma forma absurda.

      De qualquer forma, a temporada está só começando. Provavelmente não irei atualizar o blog. Só no final da viagem, ou quando já estiver no aconchego de casa. Portanto, deste momento em diante, estarei fechado pra balanço. Ou melhor, fechado pra tudo, e aberto para as possibilidades de escalada. 

Novas agullhas e novas vias!

Até a volta!

Ah sim! E falando em possibilidades (ou desejos), aí vai uma lista de possíveis rotas, entre outras:

  • Buch-Goin, 100m, 5+ (Campanile).***
  • Imaginate (varias variantes a Califa), 6a+ (Campanile).***
  • Clemenzo, 150m, 5+ (Principal).***
  • Normal, 100m, 6a (Principal).***
  • Del Diedro, 25m, 5+ (M2).***
  • Socotroco, 25m, 6b (M2).**
  • ñaca ñaca crunch crunch, 110m, 5+ (Abuelo).**
  • Aprendiendo a volar, 60m, 6a+ (Abuelo).*
  • Diedro y fisura de Jim, 50m, 5+(Ag Frey).***
  • Sifuentes-Weber, 90m, 5+ (Ag Frey). **
  • Lost Fingers, 90m, 6b (Ag Frey).***
  • Plantitas denigrantes, 30m, 6a (Plantitas).**
  • Wish you were here, 20m, 6c (Plantitas).***
  • Yan pipol for piz, 20m, 6b (Yan Pipol).**
  • Porriñete, 20m, 6c (Yan Pipol).**
  • Objetivo Luna, 150m, 6b (Cohete).***
  • Espejo Interior, 120m, 6b (Banana).**


Obs.: o asterisco do lado do nome da via é uma referência de vias de muita qualidade. Imperdíveis. Note que todas as vias tem duas ou mais. Não que as outras vias não sejam boas, mas estas são garantia de diversão e aventura.

Referência: http://pataclimb.com/climbingareas/frey/indicegrado.html

11 de janeiro de 2012

Série Frey 2012 - Repetições: Torre Principal

      Esta é outra agulha imperdível. É simplesmente o ponto culminante da região. Ou seja, se quiser escalar e curtir a visão do Cerro Tronador de uma lado, vulcão Lanin de outro, Bariloche mais próximo, entre outras coisas, vá para a Torre Principal.


      Esta agulha é inconfundível, com seus três cumes (ou pontas?). Vista de baixo, sua silhueta mostra como se houvesse uma única ponta inclinada para a direita. Mas se prepare. Diferente da agulha Frey, que possui boas ancoragens e proteções, nesta a escalada é mais comprometida. As paradas são em pitons ou completamente em móvel. O rapel pode complicar com enroscos na corda. Dependendo da face que se escala o vento é forte e castiga. Ou seja, a aventura é garantida. Mas não podemos subestimar. Lembro que na época que escalamos, um trio teve problemas para baixar por conta de perda de equipamento, enrosco de cordas, etc.


      Vias para repetir? Só uma:

Clemenzo, 150m, 5+.

      Foi esta via que escalei junto com o Bruno Klein. O Bruno com certeza fez a diferença, agilizando as cordadas que guiou, e a chaminé quase no final da via.

      É bem provável que entremos também na Normal, 6a. Depois de escutar o relato de um amigo que entrou nesta via fiquei bem afim. De qualquer forma, seja a Normal ou seja repetir a Clemenzo, vale muito a pena o desafio!

Referência do croqui: http://pataclimb.com/climbingareas/frey/torres/frey.html

10 de janeiro de 2012

Série Frey 2012 - Repetições: Agulha Frey

      Algumas repetições são necessárias. Seja pela beleza da via, seja pela dificuldade (ou falta de), seja pelo motivo que for. No caso do Frey, nada melhor que aclimatar entrando em duas vias clássicas na agulha que dá nome ao lugar e ao refúgio.

Agulha Frey (La Frey)
Um dos muitos croquis encontrados no guia de escalada da região do refúgio E. Frey.

      Esta agulha representa bem o que há de melhor para um escalador fazer naquele lugar. Com vias de até 100 metros, ela é a porta de entrada para qualquer escalador. Na verdade, não escalar nesta agulha fica faltando alguma coisa.

As vias que fiz e que teria um enorme prazer em repetir, sem sombra de dúvida são:
  1. Sifuentes-Weber, 100m, 5+
  2. Diedro de Jim, 50m, 5
      A primeira via escalei na temporada de 2010, com o Edu Mora. Veja o relato no post Sifuentes-Weber 100m 5+, Agulha Frey, Frey. A segunda escalamos na mesma viagem. Estas vias são muito repetidas, chegando a fazer fila na base da parede. Na via também podem ocorrer encontros, dado o grande número de escaladores fazendo a via. De qualquer forma, é imperdível.

      E, juntando fatos como: esta é a agulha mais próxima do refúgio, as vias são muito bem protegidas, linhas clássicas e bem repetidas, paradas apropriadas para rapel, e minha parceira - Camila Armas - que ainda não escalou alí, temos bons motivos para escalar La Frey. E quem sabe buscar outras linhas igualmente bonitas nestas paredes.


9 de janeiro de 2012

Série Frey 2012 - Lista de Desejos

      Com viagem marcada, passagem comprada, "peso" no bolso e equipamento na mão, só me resta esperar o dia da viagem e fazer alguns planos. Dentre os planos o mais óbvio é a escalada nas agulhas do Frey. Mas que outros planos poderiam ser incluídos no "pacote"?

      A prioridade são as paredes. As agulhas na região do Cerro Catedral. Mas se o clima não ajudar, existem opções interessantes. Entre elas:

Travessia dos refúgios Frey, San Martin, Itália e Lopez
      Fazer a travessia entre os refúgios do Cerro Catedral pode levar um bom tempo. Cerca de 5 ou 6 dias. Mas é uma idéia muito boa. Ou pose-se optar por fazer somente parte do trajeto, desviando para a cidade.

Refúgio Otto Meiling
      Este refúgio fica próximo ao Cerro Tronador - ou Monte Tronador, cerca de 200 m.s.n.m. Com uma caminhada aparentemente não muito difícil, parece uma boa opção para ver o Tronador de perto e sentir o frio próximo às geleiras. Subir o monte não é a intenção, mas não descarto completamente.

Refúgio Tronador
      Uma opção interessante, mas um pouco mais demorada. É interessante porque cruza a fronteira com o Chile. Este refúgio está do lado chileno do Tronador, e fica mais alto. Cerca de 2200 m.s.n.m.

Glaciar Castaño Overa
      Este glaciar faz parte de um conjunto de 7 glaciares em volta do Cerro Tronador. É uma opção se resolver caminhar para os lados do Ref. Otto Meiling.

Rafting
      O rafting no Rio Manso é bem famoso. Como sou fã deste esporte, toparia descer umas corredeiras, mesmo passando um pouco de frio.

La Buitrera
      Este setor de escalada próximo de Bariloche foi muito bem recomendado. Pelo que lí, é um canion, com ótimas paredes e vias esportivas. Na verdade existem muitos setores incríveis próximos à Bariloche. Entre eles, o famoso Valle Encantado. Mas como a trip está mais para tradicional, as esportivas serão opções menos procuradas. Enfim... 

      O desejo mesmo é de escalar nas agulhas do Frey. Outras opções e idéias são bem-vindas. Apesar da prioridade na escalada tradicional, as caminhadas, os passeios e outros setores tradicionais, esportivos ou seja lá o que for também são desejáveis e valem muito à pena. De qualquer forma, estando na região, é aproveitar o Frey. E entre uma escalada e outra, tentar algum destino diferente. Seja qual for. Tudo vale!


Referências na web: