25 de outubro de 2010

Inaugurando os Oitavos

Enfim, começaram a sair as vias de oitavo grau, na rocha. E a estréia foi ontem, no setor Macarrão, em Ponta Grossa.
No setor "de trás", no melhor estilo "olhô, entrô", fiz um aquecimento mandando à vista a via Homem Primata, 7a/b.
Depois de um breve descanso veio o primeiro oitavo, Sopita de Camaron, 8a.
E depois de muito descanço, muita seg, muita comida, acabei entrando e encadenando, na segunda entrada do dia, Invasão Alheia, 8a. Se não fosse o Bruno "botar pilha", nem teria entrado nesta via. Valeu, cara!

A figura abaixo é do site 8a.nu, onde podemos registrar todas as vias (esportivas) que entramos. Pode-se sugerir o grau da via e informar como foi feita: à vista,  flash, trabalhado, etc. Também é possível colocar todas as repetições, mas isso eu não faço. Meu registro neste site se limita às cadenas, sem marcar as repetições. E olha que eu repito muito!
Interessante notar que, depois de tantos anos escalando, meu rendimento, a qualidade e a dificuldade das vias só aumentou. 
É claro! Com certeza houve altos e baixos. Mas sem dúvida, 2010 tem sido um ano especial.

E que venham mais vias de oitavo grau, e depois nono, décimo...

Subindo mais alguns degraus na tabela de dificuldade: 7a+ (8a BRA).

23 de outubro de 2010

Motivo para Invenção dos Teleféricos

"É evidente que nem todo mundo gosta de escalar montanhas. Alguma pessoa espirituosa observou, com sabedoria, que quando a circunferência de um homem ultrapassa determinada proporção, em relação a sua altura, tal indivíduo prefere permanecer nas planícies existentes no fundo de sua alma. Dito isso, a invenção de teleféricos, bondinhos e outras máquinas empregadas em subidas são testemunhos da ânsia de ascender, por parte de pessoas que não demonstram predisposição de subir montanhas a pé."
 
Extraído do livro Montanhas da Mente de Robert McFarlane
 
Não tenho nada contra os bondinhos, até porque também já fiz uso e gostei. Mas com certeza as rotas alternativas são minha preferência, se é que me entendem.
 
      Para os "escaladores", ótimas escaladas!
 
      Para os "outros", bom, aguardem o próximo bonde!

17 de outubro de 2010

Setor 1: Desafio dos sétimos

Ultimamente tenho dado voltas com uma idéia que, apesar de não ser original, vale muito a pena: escalar em um único dia todas as vias abaixo de 7c no Setor 1 de São Luís do Purunã. Este setor, conhecido também como Setor do Cristo, é forrado de vias, uma ao lado da outra. A grande maioria são vias de sexto e sétimo graus.

Outras pessoas já fizeram algo parecido neste setor. Escalar o máximo de vias em um único dia. Não sei quais eram as regras. Nem mesmo se existia regra. Mas a minha idéia original era fazer todas as vias esportivas de sétimo grau. Isso daria aproximadamente 15 vias. O que já é bastante. Outra idéia interessante que sugeriram seria fazer todas as vias abaixo de oitavo grau. Isso acaba agregando muitas vias, e teria que dividir corda com um parceiro(a) em mais de 20 vias! Boa parte destas vias entre 6a e 7b.

De qualquer forma a dupla precisa ser rápida pra fechar todas estas vias em um único dia. Se considerar 20 vias, num período de 10 horas, seriam 30 minutos para cada via. Pelo tamanho das vias isso parece muito tempo. Mas se for colocar para cada via o trabalho de equipar, montar parada, dar segurança para o segundo, fazer o rapel e se deslocar e recomeçar este processo na próxima via, ufa! Pode ser um tempo bem apertado. Fora que teríamos que gastar algum tempo comendo, hidratando, tentar tirar algumas fotos. Se bem que as fotos poderia ter algum bom samaritano escalador fotógrafo.

De qualquer forma o desafio está lançado.

Sugestão de vias:
  1. Hamburguer, 7b
  2. Aqui Tem Cuque, 7a
  3. Pura Ilusão, 7a
  4. Ilusão de Ótica, 7b
  5. Caiu o Grampo, 6b
  6. Mato Psicodélico, 6a
  7. Pink Floyd, 6a
  8. Sangue, 7a
  9. Chavasca (Direita da Pimentinha), 7c
  10. Chuva de Verão, 7?
  11. Braço de Moça, 7a
  12. Boluda, 7b
  13. Tome Leite, 7b
  14. Rainha do Abismo, 6a
  15. Bocó, 5sup
  16. Quebra Nozes, 7b
  17. Xote das Meninas, 5sup
  18. Jumping Jack, 7a
  19. Bicho Triste, 6a/A1
  20. Bicho Grilo, 7a
  21. Chico Science, 7a
  22. Malango, 7b

16 de outubro de 2010

Aplicando o método "olhô, entrô" na Paranoid

Dias das crianças. Nada melhor que levar as crianças para o parque de diversões. Neste caso, as crianças eram os escaladores. O parque? São Luís do Purunã, Setor 1.

Pegando uma carona com a Bia, a Rafa e o Bruno, fomos para o parque de diversões. De cara, o Bruno indicou a via Paranoid, 8b. Olhei pra cima. Olhei de novo. Sugeri um aquecimento na Aqui tem cuque, 7a. Mas para não ser hipócrita, resolvi aplicar a técnica: olhô, entrô! (eheheh)

Nunca tinha entrado na via, nem vi ninguém mandando. Depois de uns betas, entrei sacando. Passei o primeiro teto, mas não consegui costurar debaixo do segundo. Resistência muito baixa. Depois de costurar, entra no crux da via, que percebi, depois de muitas tentativas, que era forte mesmo. Baixei. 
Depois voltei a entrar na via, de segundo, pra tentar malhar mais um pouco. Mas o lance é realmente forte. Nem isolado consegui fazer. Na base do "olhô, entrô" tem que estar realmente preparado. Depois deste espanco na Paranoid, estou considerando um treino mais forte, focando vias acima do oitavo grau. Quem sabe até com um acompanhamento técnico pra não sair se quebrando à toa.

Outros "brinquedos" interessantes deste dia: Pura Ilusão 7a, Tome Leite 7b, Jumping Jack 7a (cadena da Bia), entre outras mais fáceis mas não menos interessantes.

Aliás, a Bia apavorou nesse dia, encadenando Caiu o Grampo 6sup, Pink Floyd 6a e a Jumping Jack 7a. Parabéns, guria!!!

Bia virando o teto da Jumping Jack.

10 de outubro de 2010

Olhô, Entrô

      É isso mesmo. Se não for desse jeito, acho que acabamos não entrando em certas vias. Principalmente quando a graduação assusta. Um dos métodos que tenho utilizado nos treinos no ginásio de escalada é, se olhar pra via, tem que entrar. Ou seja, olhou pra via? Não fica admirando a vista. Entra logo!
       É só uma brincadeira. Mas tenho usado com tanta frequência que qualquer um que já tenha escalado um pouco mais comigo já escutou isso de mim. Obviamente que não é regra. Depende da intenção do treino. Se está fazendo volume, é só não olhar para as vias acima do teu grau à vista
      Mas, se for pra malhar uma via além do grau à vista, não fique só olhando, analisando, ensaiando os movimentos e babando magnésio líquido. Olha tanto  pra via que acaba nem entrando. Sei lá o que passa na cabeça desse infame escalador. Fica com medinho. Fica cheio de desculpas. Que tal essas: 

Ah! Eu nunca vou parar naquela agarra.
Não mesmo. Se eu entrar nessa via, acaba meu treino.
Hoje não tou no clima.
Isso é coisa de ogro.
(coloque aqui sua desculpa preferida! eheheh)

      Talvez até encaixe aqui aquele famoso provérbio: "Quem quer fazer algo encontra um meio, quem não quer arranja uma desculpa".

      Então, chega de loróta, escalador miserável.

      Vai treinar ou vai ficar de conversa?

      Olhô, entrô, cacete!