30 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010: um universo na ponta da corda.

      Fim de ano, nada mais natural que fazer uma retrospectiva do que rolou nos últimos meses. Então vou resumir meu 2010 que foi excepcional em se tratando de escaladas e aventuras. 
       E por que não colocar as desventuras também? Em dezembro de 2009 passei a viver de seguro-desemprego. Resultado? Tirei proveito. Me dediquei preparando corpo e mente para escalada na Argentina, já que minha passagem já estava comprada, e a vontade de tirar férias de verdade era muito grande. Oportunidade. Aproveitei. E isso acabou impulsionando várias coisas neste ano que passou.


O que aconteceu em 2010:
  • Janeiro
    • adiantando data de ida para Argentina
    • correndo que nem louco e
    • escalando que nem louco no Campo Base e na Caverna
    • completado jogo de camalots e stoppers
    • compra de jogo de corda dupla em sociedade com Edu
  • Fevereiro
    • Muito treino de resistência na Caverna
    • Muita corrida para melhorar o aeróbico
    • Viagem para Argentina e escalada no Frey, Valle Encantado e Villa Lanquin
  • Março
    • De volta da Argentina, com muitas experiências incríveis, muito chocolate, alfajor, Amarula...
    • Escalada da via Caroço no Marumbi (na cola do Speed e Niclevicz)
    • Outras escaladas...
  • Abril
    • Voltando a trabalhar... uma hora tem que parar de vadiagem (rsrsrs)
    • Mais escaladas por aí...
  • Maio
    • Trabalhei muito... 10 dias de Pedra do Baú com o Fabiano (eheheh)
    • Mais escaladas no Anhangava, São Luís, Canal...
  • Junho
    • Escalada da via Mar de Caratuvas no Ibitirati (na cola do Tavinho). Experiência única. Sinistro.
    • Mais escaladas por aí...
  • Julho
    • Primeira corrida de rua de muitas na minha vida (3ª Etapa Campeonato de Adulto de Corridas de Rua - Getz Runners Team)
    • Mais escaladas por aí...
  • Agosto
    • Bate-volta no Pico Paraná, galera da empresa (Getz Adventure Team)
    • Segunda corrida de rua do ano (4ª Etapa Campeonato de Adulto de Corridas de Rua)
    • Corrida em Montanha. Noturna. Irada!
  • Setembro
    • Terceira corrida do ano (5ª Etapa Campeonato de Adulto de Corridas de Rua)
    • Escaladas por aí...
  • Outubro
    • Primeira cadena de um 8a (BRA) em rocha, setor Macarrão, PG. Aliás, duas cadenas neste grau!
    • Escaladas por aí...
  • Novembro
    • Participação no Conquista Open de Boulder
    • 14ª Maratona de Curitiba. Primeira maratona da minha vida (e talvez a única)
    • Iniciando treino acompanhado. Focando força e a dificuldade com movimentos dinâmicos.
    • Mais escaladas por aí...
  • Dezembro
    • Encadenando um 8b no setor Curucaca. Finalmente, elevando mais um pouco o grau. Desta vez, com méritos para o William Vieira, el carrasco del campus board (rsrsrs), que não dá moleza no treino.
    • 12ª Etapa Circuito da Lua Cheia
    • Mais escaladas...
      Importante lembrar que foi um ano completamente sem lesões. Evolução e experiências agregadas. Experiências únicas que fazem a gente pensar em como as coisas mudaram nos quase nove anos desde que comecei com este "vício vertical". 
      Experiências excepcionais na Argentina. Ótimas escaladas na Pedra do Baú. Escalada da Mar de Caratuvas, via de extremos. Corridas de rua que entraram no meu calendário anual. Mais uma visita ao PP, sempre agradável. Cadenas de vias de 8º grau, elevando bastante meu nível de escalada esportiva.
      A temporada no Marumbi foi fajuta, principalmente devido ao clima. Mas deu pra escalar poucas e boas. Acho que só faltou isso mesmo. Uma temporada de tradicional mais efetiva. Mas pra quem começou o ano com Frey e Pedra do Baú, não posso reclamar de nada. Não mesmo!

      Se teve um ano que escalei, evolui e ganhei muita experiência, foi 2010. Melhor que isso? Só outro ano assim. Estar com amigos, procurar desafios, ganhar experiências, levar vacas, dar risadas, tirar fotos... cara, se tem uma coisa que eu não largo é esse universo. 

      O universo numa casca de noz? que nada! 

      Que 2011 seja o ano do universo na ponta da corda! Alguém, por favor, escreva este livro.

Diedro de Jim, Frey, Argentina
Peter Pan, Ana Chata, São Bento do Sapucaí/SP
Mar de Caratuvas, Pico Ibitirati, PR
14ª Maratona de Curitiba/PR
Conquista Open de Boulder, Ginásio Campo Base, Curitiba/PR

Cadena da Susse, 8b, setor Curucaca
Segundo teto da Susse





28 de dezembro de 2010

Climb de Natal: 8b de presente

Nada melhor que mandar ver no Curucaca, antes de mandar ver na ceia de Natal. Dia 24, sexta-feira à tarde, galera se mandando pro Curucaca. Alguns esperando ganhar uma cadena de Natal.

O Deco já avisou no carro, indo pra lá, que a presença dele trazia cadenas. Bom presságio! (rsrsrs)

E a cadena foi dele mesmo, e minha. Deco encadenou Caça ao Tesouro e Rala Diabo (se não me engano). E eu, na terceira tentativa, mandei a Susse. De susse só o nome mesmo. Primeiríssimo 8b que mandei na rocha.

Galerinha que curtiu o "climb natalítico". (foto que roubei do perfil do Play, no orkut, já que não repassaram nenhuma foto)

Deco, encadenando a "Caça ao Tesouro". Piá tá forte!

O negócio é pendurar do lado das meias e tamancos o saquinho de magnésio e a sapatilha, pra ver se Papai Noel coloca umas cadenas de presente!

E que no próximo ano, Papai Noel esteja mais forte, mandando tudo no Curucaca. E eu também. E meus amigos também! Quem mais, quem mais? (rsrsrs)

Feliz Natal! E boas cadenas à todos!

30 de novembro de 2010

Sugestão de Verão: Rafting em Santa.

      Escalada e verão nem sempre combinam. Se estiver na praia, fazendo boulder, combina. Se estiver em Curitiba, num domingo de sol, e resolve ir para o Anhangava, é roubada! Vai torrar o couro no sol, e no final do dia possivelmente vai levar um banho de chuva.

      A sugestão fica por conta do rafting. Sempre uma boa pedida no verão. Uma cervejinha em seguida também é uma boa pedida.



      Se tem um lugar para a prática de rafting, este lugar é o rio Itajaí-Açú e arredores. Rio sempre cheio. E mesmo com o rio baixo existem milhares de trechos e opções de descidas para todos os gostos e níveis.
      
      A última vez que desci este rio foi em 2008. Portanto, este verão não pode passar em branco. Rafting em Santa será obrigatório.

Foto do início da descida do percurso conhecido como radical. Do mesmo trecho e dia do vídeo acima.



29 de novembro de 2010

14ª Maratona de Curitiba. Emocionante e Inesquecível.

      No domingo passado, dia 21, aconteceu a Maratona de Curitiba. Corrida importantíssima no calendário curitibano. Não imaginava o tamanho do esforço que estaria me submetendo neste dia.

      Depois de correr 3 corridas de rua (10Km cada), e uma corrida em montanha (12Km), percebi que poderia estar me excedendo ao me inscrever na maratona. Faria o que fiz o ano inteiro num único dia! Acho que os 42Km da maratona foram um pouco demais para mim.

Percurso tomou conta de Curitiba.


      Os primeiros três quilômetros foram para registrar, ou melhor, procurar o melhor ritmo e tentar mantê-lo. A idéia era fazer um ritmo entre 6 e 7 minutos por quilômetro. Os primeiros 10 foram um pouco abaixo dos 6 minutos. Ótimo! Os próximos 10 foram iguais. Ou seja, um ritmo um pouco mais lento do que costumo levar nas corridas de rua. Com isso a respiração ficou muito bem controlada. Nem imaginava que o fôlego iria sobrar. O problema seria a fadiga muscular.
      Após os 25 quilômetros o corpo estava sentindo bastante. Dor nas coxas e panturrilhas. Do quilômetro 26 em diante, passei a alternar corrida e caminhada.
      Perto da marca dos trinta quilômetros, senti uma "fisgada" na virilha, onde passou a doer também. Parei pra alongar e tentar recuperar. Depois disso, não senti "fisgadas" mas as dores nas pernas e costas passaram a incomodar muito. Passei a andar muito mais que correr.
      Daí em diante foi mais uma questão de administrar a dor e seguir em frente. O número de pessoas nos últimos quilômetros andando é grande por conta de dores musculares, fadiga, etc.

Passando pelo centro, ao lado do Shopping Curitiba.

      Bom, a idéia (insana) era participar de uma maratona pelo menos uma vez na vida. Com certeza, com um preparo melhor, as dores e a fadiga que quase me tiraram da corrida, poderiam ser evitadas. De qualquer forma, o alívio de cruzar a linha de chegada são compensadoras. 

      Os últimos metros são particularmente emocionantes. Um dos staffs vem do teu lado correndo e falando: "É isso aí. Você venceu. Falta pouco. Não pára!". Muita gente assistindo e apoiando. E de repente vejo minha irmã alí, me cumprimentando e correndo ao lado. Impressionante como as dores que te derrubam durante a corrida somem nesta hora e você acelera o passo. Impressionante!

      Se faço outra dessa, não sei. De qualquer forma gostei muito desta experiência.

Muito cansado. O músculo da perna tava querendo pular fora (rsrsrs).

Parando o cronômetro: 4:57:15hs. Queria fazer em menos de 4hs. Malditas dores!

Cruzando a linha de chegada. Quase fui na direção das macas.


17 de novembro de 2010

Conquista Open Boulder

Dia 20 estarei lá, 10hs em ponto, fazendo força. Mas o que me interessa mesmo é ganhar a camiseta (eheheh).
Parabéns à Conquista, pelos 20 anos de ... conquistas!


25 de outubro de 2010

Inaugurando os Oitavos

Enfim, começaram a sair as vias de oitavo grau, na rocha. E a estréia foi ontem, no setor Macarrão, em Ponta Grossa.
No setor "de trás", no melhor estilo "olhô, entrô", fiz um aquecimento mandando à vista a via Homem Primata, 7a/b.
Depois de um breve descanso veio o primeiro oitavo, Sopita de Camaron, 8a.
E depois de muito descanço, muita seg, muita comida, acabei entrando e encadenando, na segunda entrada do dia, Invasão Alheia, 8a. Se não fosse o Bruno "botar pilha", nem teria entrado nesta via. Valeu, cara!

A figura abaixo é do site 8a.nu, onde podemos registrar todas as vias (esportivas) que entramos. Pode-se sugerir o grau da via e informar como foi feita: à vista,  flash, trabalhado, etc. Também é possível colocar todas as repetições, mas isso eu não faço. Meu registro neste site se limita às cadenas, sem marcar as repetições. E olha que eu repito muito!
Interessante notar que, depois de tantos anos escalando, meu rendimento, a qualidade e a dificuldade das vias só aumentou. 
É claro! Com certeza houve altos e baixos. Mas sem dúvida, 2010 tem sido um ano especial.

E que venham mais vias de oitavo grau, e depois nono, décimo...

Subindo mais alguns degraus na tabela de dificuldade: 7a+ (8a BRA).

23 de outubro de 2010

Motivo para Invenção dos Teleféricos

"É evidente que nem todo mundo gosta de escalar montanhas. Alguma pessoa espirituosa observou, com sabedoria, que quando a circunferência de um homem ultrapassa determinada proporção, em relação a sua altura, tal indivíduo prefere permanecer nas planícies existentes no fundo de sua alma. Dito isso, a invenção de teleféricos, bondinhos e outras máquinas empregadas em subidas são testemunhos da ânsia de ascender, por parte de pessoas que não demonstram predisposição de subir montanhas a pé."
 
Extraído do livro Montanhas da Mente de Robert McFarlane
 
Não tenho nada contra os bondinhos, até porque também já fiz uso e gostei. Mas com certeza as rotas alternativas são minha preferência, se é que me entendem.
 
      Para os "escaladores", ótimas escaladas!
 
      Para os "outros", bom, aguardem o próximo bonde!

17 de outubro de 2010

Setor 1: Desafio dos sétimos

Ultimamente tenho dado voltas com uma idéia que, apesar de não ser original, vale muito a pena: escalar em um único dia todas as vias abaixo de 7c no Setor 1 de São Luís do Purunã. Este setor, conhecido também como Setor do Cristo, é forrado de vias, uma ao lado da outra. A grande maioria são vias de sexto e sétimo graus.

Outras pessoas já fizeram algo parecido neste setor. Escalar o máximo de vias em um único dia. Não sei quais eram as regras. Nem mesmo se existia regra. Mas a minha idéia original era fazer todas as vias esportivas de sétimo grau. Isso daria aproximadamente 15 vias. O que já é bastante. Outra idéia interessante que sugeriram seria fazer todas as vias abaixo de oitavo grau. Isso acaba agregando muitas vias, e teria que dividir corda com um parceiro(a) em mais de 20 vias! Boa parte destas vias entre 6a e 7b.

De qualquer forma a dupla precisa ser rápida pra fechar todas estas vias em um único dia. Se considerar 20 vias, num período de 10 horas, seriam 30 minutos para cada via. Pelo tamanho das vias isso parece muito tempo. Mas se for colocar para cada via o trabalho de equipar, montar parada, dar segurança para o segundo, fazer o rapel e se deslocar e recomeçar este processo na próxima via, ufa! Pode ser um tempo bem apertado. Fora que teríamos que gastar algum tempo comendo, hidratando, tentar tirar algumas fotos. Se bem que as fotos poderia ter algum bom samaritano escalador fotógrafo.

De qualquer forma o desafio está lançado.

Sugestão de vias:
  1. Hamburguer, 7b
  2. Aqui Tem Cuque, 7a
  3. Pura Ilusão, 7a
  4. Ilusão de Ótica, 7b
  5. Caiu o Grampo, 6b
  6. Mato Psicodélico, 6a
  7. Pink Floyd, 6a
  8. Sangue, 7a
  9. Chavasca (Direita da Pimentinha), 7c
  10. Chuva de Verão, 7?
  11. Braço de Moça, 7a
  12. Boluda, 7b
  13. Tome Leite, 7b
  14. Rainha do Abismo, 6a
  15. Bocó, 5sup
  16. Quebra Nozes, 7b
  17. Xote das Meninas, 5sup
  18. Jumping Jack, 7a
  19. Bicho Triste, 6a/A1
  20. Bicho Grilo, 7a
  21. Chico Science, 7a
  22. Malango, 7b

16 de outubro de 2010

Aplicando o método "olhô, entrô" na Paranoid

Dias das crianças. Nada melhor que levar as crianças para o parque de diversões. Neste caso, as crianças eram os escaladores. O parque? São Luís do Purunã, Setor 1.

Pegando uma carona com a Bia, a Rafa e o Bruno, fomos para o parque de diversões. De cara, o Bruno indicou a via Paranoid, 8b. Olhei pra cima. Olhei de novo. Sugeri um aquecimento na Aqui tem cuque, 7a. Mas para não ser hipócrita, resolvi aplicar a técnica: olhô, entrô! (eheheh)

Nunca tinha entrado na via, nem vi ninguém mandando. Depois de uns betas, entrei sacando. Passei o primeiro teto, mas não consegui costurar debaixo do segundo. Resistência muito baixa. Depois de costurar, entra no crux da via, que percebi, depois de muitas tentativas, que era forte mesmo. Baixei. 
Depois voltei a entrar na via, de segundo, pra tentar malhar mais um pouco. Mas o lance é realmente forte. Nem isolado consegui fazer. Na base do "olhô, entrô" tem que estar realmente preparado. Depois deste espanco na Paranoid, estou considerando um treino mais forte, focando vias acima do oitavo grau. Quem sabe até com um acompanhamento técnico pra não sair se quebrando à toa.

Outros "brinquedos" interessantes deste dia: Pura Ilusão 7a, Tome Leite 7b, Jumping Jack 7a (cadena da Bia), entre outras mais fáceis mas não menos interessantes.

Aliás, a Bia apavorou nesse dia, encadenando Caiu o Grampo 6sup, Pink Floyd 6a e a Jumping Jack 7a. Parabéns, guria!!!

Bia virando o teto da Jumping Jack.

10 de outubro de 2010

Olhô, Entrô

      É isso mesmo. Se não for desse jeito, acho que acabamos não entrando em certas vias. Principalmente quando a graduação assusta. Um dos métodos que tenho utilizado nos treinos no ginásio de escalada é, se olhar pra via, tem que entrar. Ou seja, olhou pra via? Não fica admirando a vista. Entra logo!
       É só uma brincadeira. Mas tenho usado com tanta frequência que qualquer um que já tenha escalado um pouco mais comigo já escutou isso de mim. Obviamente que não é regra. Depende da intenção do treino. Se está fazendo volume, é só não olhar para as vias acima do teu grau à vista
      Mas, se for pra malhar uma via além do grau à vista, não fique só olhando, analisando, ensaiando os movimentos e babando magnésio líquido. Olha tanto  pra via que acaba nem entrando. Sei lá o que passa na cabeça desse infame escalador. Fica com medinho. Fica cheio de desculpas. Que tal essas: 

Ah! Eu nunca vou parar naquela agarra.
Não mesmo. Se eu entrar nessa via, acaba meu treino.
Hoje não tou no clima.
Isso é coisa de ogro.
(coloque aqui sua desculpa preferida! eheheh)

      Talvez até encaixe aqui aquele famoso provérbio: "Quem quer fazer algo encontra um meio, quem não quer arranja uma desculpa".

      Então, chega de loróta, escalador miserável.

      Vai treinar ou vai ficar de conversa?

      Olhô, entrô, cacete!

18 de setembro de 2010

Escalada no Quilombo, Nhã Sã, 7a

      Quando fui para a Pedra do Baú com o Fabiano, fui com o pensamento de escalar vias nos três picos mais famosos: Bauzinho, Baú e Ana Chata. Mas a trip rendeu boas escaladas em setores esportivos. Um destes setores foi o Quilombo. 
      Como não havia mais ninguém por perto para bater umas fotos e registrar os momentos, deixei a máquina filmando. Gosto muito de fotos, mas é interessante rever um vídeo e analisar os movimentos feitos. 
      Infelizmente não rolou um filminho da "quase" cadena da Apatheid Muscular, 8a. Mas rolou uma edição, da queda e da cadena, da via Nhã Sã, 7a.

13 de setembro de 2010

Projeto Correria Só na Rua

      Meu projeto pessoal já ganhou nome: Correria, Só na Rua (ahuahuahau). Já foram duas corridas de rua, de dez quilômetros, e uma corrida em montanha de 12Km. Ainda tem a última etapa da SMEL e a Maratona de Curitiba.
      A última etapa será no próximo domingo (19/09). E antes da maratona ainda dá para treinar em outras corridas. Mas pra conseguir fazer os 42Km da maratona é preciso correr, e correr muito. Treinar diariamente, se possível.
      Isto é uma lição de disciplina e dedicação (ou teimosia mesmo), já que gastar tempo (e sola de tênis) correndo todo dia requer muito empenho. É só fazer os cálculos. Se eu faço 10Km em 50 minutos, com certeza não vou fazer em menos de 03:30hs ou algo assim. E se pensar no desgaste durante a prova, fazer em umas 04:00hs vai ser um feito! (rsrs)
      Com certeza a idéia não é fazer um bom tempo. O importante é aguentar até o fim. Se eu aguento eu não sei. Mas vou lá tentar.

      Se alguém mais quiser encarar, companhia nunca é demais. Bora!

5 de setembro de 2010

Pasmem. Escalador também tem vida social...

      Quinta-feira, do trampo direto para a faculdade. Pior que esquecer um cadeado para prender a bike é levar um cadeado que não cabe na tranca! É, acontece. Por outro lado, ganhei um convite imperdível para assistir Stomp. Eu poderia estar me acabando de escalar na Campo Base, mas de vez em quando um evento social, não envolvendo sapatilha e magnésio, vai bem.

      Para quem não sabe o que é Stomp, procure vídeos e visite o site deles. Eu mesmo não sei descrever o que é Stomp, portanto, procure por aí. Mas adiantando, é um bando de caras que fazem música com todo tipo de objeto, desde caixinhas de fósforos, passando por latas de lixo, bolas de basquete e um monte de tralha que você estaria jogando no lixo reciclável. Pra quem conhece o Hermeto Pascoal, este show com certeza lembra ele. Os caras são tão geniais quanto o figura do Hermeto. Apesar de que acho o Hermeto muito mais doido... e musical. O Stomp é mais performance, teatro, coreografia, etc.

      Para minha felicidade, e providência divina (ou estupidez mesmo) de perder a aula devido à falta de cadeado, meu irmão me liga oferecendo um convite para ver a apresentação.

      Simplesmente fantástico. Performance impecável. Os caras são muito bons e você fica atento a tudo o tempo todo. Sem dúvida foi um dos melhores shows que já ví. 









      Se eu tiver paciência, coloco um vídeo com um trecho da apresentação. Mas o melhor mesmo é achar um DVD deles ou assistir alguns vídeos na internet mesmo. Vale a pena ver de novo!

31 de agosto de 2010

Diversificando as Modalidades Esportivas

      Apesar da escalada ser, atualmente, meu esporte oficial, outras modalidades tem surgido como opção interessante. 

      Faz praticamente um ano que tenho utilizado a corrida como complemento aeróbico para escalada. Corridinhas de 15~20 minutos para aquecimento antes de escalar, e bicicleta para ir e voltar do ginásio. Com o tempo a corrida evoluiu. Antes de ir para a Argentina eram corridas praticamente diárias. Muitas de 5Km. 
      Mas nunca procurei nada. Quem procurou alguma coisa foi a Karyne que chegou na agência onde trabalho atualmente intimando todo mundo pra correr uma etapa de corrida de rua, de 10Km. Topei na hora!
      No dia 17 de julho, minha primeira corrida de rua. 3ª Etapa de Corrida da SMEL (Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Curitiba), com um tempo de 00:49:04hs. Nada mal pra quem usa a corrida como aquecimento.

      Nem lembrava da 4ª etapa, dia 22 de Agosto. Chega a Karyne novamente intimando pra correr. Bora! Desta vez acabei fazendo em uns 57 minutos. Estava com alguma virose e corri me segurando de dor.
      Por fim, dia 28, uma insanidade tomou conta de nós (risos).  5ª etapa de Corrida em montanha, noturna, 12Km. Achei que seria muito desgastante, mas foi simplesmente alucinante. Lanterna na cabeça, lama no caminho, corrida extremamente dinâmica. Diferente da corrida de rua que você olha pra frente e corre, corre e corre. No percurso "fora de estrada" o ambiente revela muitas surpresas e muda o cenário (e a pisada) a todo momento. Tempo de corrida: 01:15:00hs. Ótimo!

      Fora a corrida, o mountain bike se tornou mais uma opção. Com um pouco mais de um mês, ainda não deu para experimentar a nova bike. O negócio é telefonar para os velhos amigos de pedal e armar uma saidinha para a represa de Piraquara, Morro da Cruz, quem sabe outra viagem para Guaraqueçaba?

      E ainda tem o rafting que cai muito bem no verão. Quem sabe em breve um salto de para-quedas, ou talvez, sei lá! Quem sabe o que vem pela frente?

17 de agosto de 2010

Bate-volta no PP: caminhar é reviver.

      Com a intenção de fazer um treininho para uma corrida em montanha, sugerí uma subida no Pico Paraná no dia 15, domingo passado. Se foi uma boa escolha como treino, eu não sei. Mas deu pra relembrar minha última passagem pela região, quando escalei a Mar de Caratuvas.
      Combinei com a Karyne esta caminhada e estendemos o convite para o staff da Getz. A Jô confirmou a ida junto com seu filho, Gustavo. A Lininha acabou trazendo o namorado Cassiano, a Amanda e o Paulo.
      Fazer um bate-volta no PP é puxado. Mesmo pra quem está acostumado. Mas essa galerinha resolveu encarar a trilha. E descobri na hora de começar a caminhada que metade não tinha muita idéia do tamanho da empreitada. Na verdade o Paulo nem sabia que a idéia era fazer o PP (?!?).  Bom, pelo menos ele já conhecia o Caratuva.
      Independente disso, a disposição de todos era grande, o clima favorecia, e eu queria treinar (rsrs).
      Esta caminhada fez minha mente viajar e voltar naquele dia, quando escalei a Mar de Caratuvas. Sensação estranha. A escalada foi marcante, e esta primeira volta na região me fez perceber isso. Com certeza, "caminhar é reviver". 
      Enfim, pra não ficar ninguém para trás, a próxima vez poderia ser um bate-volta no Araçatuba, ou o Caratuva, ou morro do Canal...

Galerinha no cruzo com o Caratuva.

Em uma das escadarias.

Já no cume do PP, os seis sobreviventes: eu, Paulo, Gustavo, Karyne, Amanda e Cassiano.

Karyne com seus desejos súbitos, comer mimosa no cume. Boa! (rsrs).

Comprovando a força... da caratuva...claro!

Reunidos e famintos. Dali, direto para a churrascaria.


4 de agosto de 2010

Anhangava com Céu Azul. Isso Existe?

      Fiquei realmente impressionado com o céu neste dia. Acho que é o costume, a rotina, que faz a gente esquecer de olhar em volta e se concentrar em fazer força na escalada. 
      Escalar no morro é sempre bom, mas o tempo geralmente está... esquisito.
      Quente demais, frio demais, sempre com uma nuvem chegando e deixando os escaladores ligados: "Se chover, corro pra caverna!". Quem nunca correu para a caverna próximo da pedra do almoço pra se proteger de chuva, com certeza não escalou o suficiente no morro (rsrs).
      Mas neste dia e olhando as fotos que tirei, realmente aquele dia estava diferente. Foram umas três semanas com tempo muito bom em toda a região. Quem foi, aproveitou. Quem não foi, se contenta com a foto.

Com tanto céu azul o morro até ficou pequeno. Coisa rara, raríssima.

25 de julho de 2010

Dois Sobreviventes - Mar de Caratuvas 5º Vsup E4 550m

      Em Junho passado, estive com um grande companheiro de escalada, Gustavo Castanharo, o Tavinho, em uma empreitada que nunca havia imaginado. Dois sobreviventes de um dia quase fatídico. Só quem já esteve lá consegue imaginar.
      Já tinha passado na minha cabeça a idéia de escalar alguma via na região do Pico Paraná. Mas as distâncias, as caminhadas, e o tipo de escalada nesta região acabam fazendo a grande maioria mudar de idéia. Sempre que subia até o Pico Paraná, olhava para as paredes e visualizava boas linhas, imensas e imponentes. Tudo ao seu redor nesta região é muito grande. Imponente. Mas da imaginação para o fato com certeza levaram alguns anos.
      A Serra do Ibitiraquire possui um grande número de montanhas e alguns picos muito conhecidos. Caratuva, Ibitirati, União, Pico Paraná, entre muitos outros. Na verdade, olhando o horizonte se vê muitas delas, e eu até hoje não conheço nem mesmo o nome da maioria delas.

19 de Junho de 2010 

      Foi neste dia que concretizei, mais cedo do que imaginava, uma escalada nesta região de visual impressionante e estilo de escalada único. Fui parceiro de cordada do Tavinho, mas quem conhecia a via e tinha todas as informações de trilhas, acessos, fontes de água, tempo e todos os detalhes era ele. Com certeza fui coadjuvante, e com muito orgulho, de uma escalada de aventura, muita aventura.
      Por enquanto deixo um vídeo editado pelo próprio Tavinho, onde pode-se notar a velocidade do vento durante toda a escalada. Um dos nossos piores inimigos naquele dia. Imagens impressionantes de uma parede imponente.
      Mas para relatar esta empreitada vou sugerir que o próprio Tavinho o faça. Com certeza ele pode colocar detalhes únicos. Inclusive alguns bem assustadores.

Alguns dados:
  • Saída de Curitiba: 19/06/2010 00:00hs
  • Aproximação: 4:00hs (aprox.)
  • Escalada: 10hs (aprox.)
  • Retorno a partir do cume até a fazenda: 5:00hs (aprox.)
  • Chegada em Curitiba: 20/06/2010 01:00hs
  • Temperatura: ?
  • Vento: ?
     Difícil falar sobre o clima. Apesar da boa janela de tempo, escalamos com temperaturas baixas e ventos fortes. Durante a escalada (de dia) dava pra segurar o frio com segunda pele. Mas o retorno a noite, cada parada para descanso, o frio tomava conta.

19 de julho de 2010

Do fundo do Baú... até o topo!

Quase três meses sem escrever no blog, resolvi colocar em dia algumas trips muito boas. Nada como voltar escrevendo sobre um dos melhores points, ou melhor, uma das melhores regiões do Brasil, concentrando setores de escalada incríveis. 
Seja esportiva, tradicional, boulder, ou qualquer coisa que se imagine, é encontrado na região de São Bento do Sapucaí.

Para continuar a boa sequência de escaladas deste ano - que começou no Frey - nada como conhecer o Baú e região. Contrariando o mau tempo que rolava solto no Brasil inteiro, eu e o Fabiano "Ganso" conseguimos escalar uma semana inteira na região. O único dia de chuva coincidiu com o dia de descanso.

Para ser mais direto, vai aí o resumão da trip:

Domingo, 16 - Bauzinho

    Neste dia amanheci mal. O almoço num posto de beira de estrada no dia anterior não caiu bem.
    De qualquer forma, fomos até o Bauzinho conhecer o point. Resolvemos pegar a trilha atrás do bar em busca das bases das vias, e quem sabe fazer algumas cordadas da V de Vingança. Mas outro problema surgiu: as vespas da primeira cordada deram um susto no Ganso que voltou com duas picadas na mão e no ombro. Não era dia de escalar mesmo.

Segunda-feira, 17 - Bauzinho

    Inauguramos a escalada na região com a V de Vingança. Desta vez fomos cedo quando os bichos picantes e voadores ainda estavam fora de atividade devido ao frio. Esta via é clássica da região e realmente vale a pena a entrada. O que incomodou neste dia foi a demora pra encontrar a base da via. Faz parte!
    A primeira cordada tem um diedro fantástico, com colocações móveis. Uma das melhores cordadas.
    A segunda, a única com um esticão em aderência. A leitura deste trecho seria facilitado se o croqui indicasse as ilhas de vegetação. E no final da cordada é fácil confundir as paradas. Existem duas outras vias do lado esquerdo dela. A parada certa é bem para a esquerda.
    A terceira, com o lance chave de 6sup.
    A quarta, uma travessia exposta, mas muito fácil. Psico total.
    A quinta, outra cordada com proteções esticadas, mas fácil.
    A sexta, uma cordada mais vertical e proteção esportiva. Realmente boa.
    A sétima, a última cordada, um passeio em aderência. Travessia para a direita e sobe para o topo do Bauzinho.

Diedro fantastico na 1ª cordada.



2ª cordada. Olhando o croqui e tentando nao errar o caminho. O unico esticao na via.
  
Eu menti na foto anterior. A 4ª cordada tambem tem um esticao em travessia.

Ultima cordada e um passeio. Visu do Bau, muito lindo.


Croqui da via, na visao do escalador. Os esticoes e algumas referencias nao existem no croqui original.

Terça-feira, 18 - Pedra da Divisa

    Com o desgaste dos dias anteriores, a opção esportiva parecia interessante, mas novamente o guia não ajudava muito a identificar as vias. Finalmente desistimos do guia e olhamos a parede. Olhei uma linha do setor Pilar Central e achei que dava pra fazer. Pelo menos era possível visualizar os movimentos, mas já estava esperando um "espanco".
    Até hoje não sei qual via me atropelou, Choque 8c ou Psycho Man ?. De qualquer forma achei que fui longe pelo tamanho da encrenca. O Ganso também levou um espanco da via. Entrei novamente pra ver se chegava até onde fui sacando, mas o negócio era difícil mesmo. Limpamos e saímos.
    Resolvi entrar em uma via no setor Tetos (acho que era este setor). Se não me engano era a Chão de Giz 7a, mas também estava difícil. Esse dia acabou aí, afinal, os dedos e os músculos pediram arrego. E pra escalar nestes setores é preciso estar no ritmo da esportiva. Forte!

Se não me engano, Psycho Man. Grau? Sei lá! O croqui não diz, mas é oitavo pra cima.

Quarta-feira, 19 - Descanso

    Este dia tinha sido eleito o "dia do descanso". E pra nossa sorte, foi o único dia que resolveu chover. Dá-lhe Climb On nos dedos pra tentar recuperar a pele!!!

Quinta-feira, 20 - Quilombo

    O programa deste dia era pra ser Ana Chata, mas resolvemos ir para um setor que não tivesse grandes caminhadas. Fomos em direção ao Coimbra, mas quando vimos o tamanho da pirambeira... demos meia-volta (risos).
    Rumamos pro Quilombo. Depois de pegar informações com um escalador da região, o Pardal, ainda acabamos encontrando o André Berezoski na casa dele, que deu mais algumas informações e tocamos pro pico.
    Vias de uns 12 metros, entramos na Apatheid Muscular 7a/b e Voodoo 8a. A primeira saiu na segunda tentativa, a segunda nos últimos lances errei um pé e perdi a cadena na segunda tentativa. Tentei, mas não saiu. Desencanei.

Apatheid Muscular, 7b e Voodoo, 8a/b
  
Sexta-feira, 21 - Ana Chata

    Neste dia não tinha escolha. Ir pra São Bento e não escalar na Ana Chata não vale! (risos)
    Para variar, o guia não é claro com relação as trilhas. Na verdade parecia simples, até aparecerem bifurcações e trilhas paralelas. Se houvesse indicações com fitas, assim como ocorre no Marumbi, seria menos penoso achar o caminho das pedras.
    Muitos espinhos depois, quando encostamos na parede da Ana Chata, olhamos pra cima e seguimos em direção à Peter Pan. Achamos uma chapa e não gostei muito do que vi. Passei a ponta da corda pro Fabiano. Quando ele começou a tentar os primeiros lances notei que realmente estava mais difícil do que a indicação no croqui. Pedi pra ele se pendurar na costura e fui alguns metros para o lado direito. Achei a via!
    Provavelmente estávamos na Cidade Deserta 4ºV A2. Saímos dalí e recomeçamos na via certa. A Peter Pan é muito fácil comparado ao que fizemos no Bauzinho. O único lance mais forte era um IVsup que o Fabiano mandou tranquilo. Lance vertical entrando num diedro, mas usando as imensas e fartas agarras na parede.
    Terminando a via, ainda fizemos a 5ª cordada da via Lixeiros que permite alcançar uma estação de rapel para o lado Sul (escalamos o lado Norte).
    Pra variar, a única trilha que encontramos não nos levou direto para o carro. Acabamos varando um mato propício a cobras até acabar em uma fazenda. Daí em diante, pegamos a estrada e andamos alguns bons 30 minutos até encontrar o carro, de noite!

    
Dava pra ver a linha das vias na parede. Mas e a trilha, cadê?!?
    
Peter Pan, IV. Última cordada é ligação com a via Lixeiros, para alcançar a estação de rapel.

Sábado, 22 - Pedra do Baú

    Ir para São Bento e não escalar a Pedra do Baú seria um crime. A intenção inicial era fazer pelo menos uma via em cada pico. No Baú surgiram várias opções, mas todas eram um pouco além das nossas habilidades: Marvada Bunda, Learning to Fly, etc.
    A vontade era de fazer a Lerning to Fly. Mas conversando com o Eliseu Frechou, iria faltar algumas peças bem pequenas do tipo Camalot C3. Mas com o passar dos dias acabei gostando de uma linha que estava inteira demarcada na página 23 do guia. A sequência seria: Cresta, Normal (2ª cordada) e Pássaros. O Fabiano topou a empreitada e seguimos com este objetivo.
    Ao chegar no Bauzinho, encontramos um grupo grande tendo curso de escalada. Uma parte deste grupo estava na Normal do Baú. Esperamos um pouco até que o grupo avançasse mais na escalada.
    Descemos o Bauzinho pela trilha até encontrar a escadaria que dava acesso ao Col. Dali, seguimos até a base da via Cresta.
    Guiei a primeira cordada (Cresta), indo até a parada que é comum com a Normal. Ficamos um tempo enrolando nesta parada pois a galera do curso ainda estava ali.
    A segunda cordada era um passeio que o Fabiano aproveitou. Seria a segunda cordada da Normal. A parada fica embaixo do "bico" do Baú.
    A terceira foi uma escolha muito acertada. Em vez de seguir por trilha, fizemos cume no Baú pela via Pássaros, 6c. Via muito aérea no começo, virando um pequeno teto equipado em móvel. Coloquei duas peças equalizadas (Camalot .75 e 1 - o Camalot .5 também caberia na fenda). Só lembro de virar o tetinho e quando olho pra trás, a galera do curso descendo a trilha e assistindo o "perrengue" (rsrsrs).

Foto clássica. Na crista do Baú, depois de fazer a Cresta IV e "grudar" na Normal III.
 
Fabiano na 2ª cordada (via Normal). Depois disso ainda fizemos a Pássaros 6c, no bico do Baú. Alucinante!
 
Chegar no cume do Baú escalando. Muito bom!

 
 A linha que seguimos: começo na Cresta VI, Normal III e Pássaros 6c.

Domingo, 23 - Retorno

    Conhecer a região de São Bento do Sapucaí foi ótimo. O lugar respira o turismo de aventura. E as escaladas em rocha são incríveis. Baú, Bauzinho e Ana Chata são lugares para se escalar várias e várias vezes. Acredito que um mês escalando neste lugar dá para ficar satisfeito. A curtíssima semana que tínhamos à disposição permitiu ter uma boa impressão do lugar. Mas ficamos na vontade de escalar mais. Outras vias, outros setores...

Outras imagens? Acesse meus álbuns no Picassa!

Visão do Bauzinho, Baú e Ana Chata, a partir do Quilombo.

Recado dado. Nunca se esqueça do que se trata e que existe muito conhecimento, técnica e experiência envolvidas.

Semana inteira completamente ensolarada no Baú. Vocês que já foram e ficaram entocados por causa de chuva: sintam inveja... morram de inveja! (risos)