14 de janeiro de 2012

Série Frey 2012 - Novas Agulhas e Novas Vias

      Neste momento não estou mais em Curitiba. Estou a caminho de Bariloche, com minha namorada Camila. Na mochila, muito equipamento. No pensamento, a idéia e a esperança de escalar muito naquelas agulhas incríveis do Cerro Catedral.

Temporada Frey 2012

      A vantagem de já ter adentrado aquela região é grande. Desta vez, se o clima permitir, devo ir direto para o que realmente interessa. As dificuldades de locomoção, língua, comida, etc. são as mesmas. Mas as coisas ficam mais agilizadas quando se sabe onde pegar um ônibus, qual mercado fazer compras, qual camping ficar, qual trilha fazer.

      Mas o que fica ainda sem definição, e que sempre gera expectativa é: Qual agulha e qual via devo escalar?

      Posso chutar aqui as possíveis rotas de escalada, mas a definição vem mesmo no dia anterior ao dia de escalada. O que define mesmo é o estado físico, o clima, a parceria e principalmente o estado mental. A cabeça tem o poder de fazer uma escalada fluir. E tem o poder de travar teu corpo de uma forma absurda.

      De qualquer forma, a temporada está só começando. Provavelmente não irei atualizar o blog. Só no final da viagem, ou quando já estiver no aconchego de casa. Portanto, deste momento em diante, estarei fechado pra balanço. Ou melhor, fechado pra tudo, e aberto para as possibilidades de escalada. 

Novas agullhas e novas vias!

Até a volta!

Ah sim! E falando em possibilidades (ou desejos), aí vai uma lista de possíveis rotas, entre outras:

  • Buch-Goin, 100m, 5+ (Campanile).***
  • Imaginate (varias variantes a Califa), 6a+ (Campanile).***
  • Clemenzo, 150m, 5+ (Principal).***
  • Normal, 100m, 6a (Principal).***
  • Del Diedro, 25m, 5+ (M2).***
  • Socotroco, 25m, 6b (M2).**
  • ñaca ñaca crunch crunch, 110m, 5+ (Abuelo).**
  • Aprendiendo a volar, 60m, 6a+ (Abuelo).*
  • Diedro y fisura de Jim, 50m, 5+(Ag Frey).***
  • Sifuentes-Weber, 90m, 5+ (Ag Frey). **
  • Lost Fingers, 90m, 6b (Ag Frey).***
  • Plantitas denigrantes, 30m, 6a (Plantitas).**
  • Wish you were here, 20m, 6c (Plantitas).***
  • Yan pipol for piz, 20m, 6b (Yan Pipol).**
  • Porriñete, 20m, 6c (Yan Pipol).**
  • Objetivo Luna, 150m, 6b (Cohete).***
  • Espejo Interior, 120m, 6b (Banana).**


Obs.: o asterisco do lado do nome da via é uma referência de vias de muita qualidade. Imperdíveis. Note que todas as vias tem duas ou mais. Não que as outras vias não sejam boas, mas estas são garantia de diversão e aventura.

Referência: http://pataclimb.com/climbingareas/frey/indicegrado.html

11 de janeiro de 2012

Série Frey 2012 - Repetições: Torre Principal

      Esta é outra agulha imperdível. É simplesmente o ponto culminante da região. Ou seja, se quiser escalar e curtir a visão do Cerro Tronador de uma lado, vulcão Lanin de outro, Bariloche mais próximo, entre outras coisas, vá para a Torre Principal.


      Esta agulha é inconfundível, com seus três cumes (ou pontas?). Vista de baixo, sua silhueta mostra como se houvesse uma única ponta inclinada para a direita. Mas se prepare. Diferente da agulha Frey, que possui boas ancoragens e proteções, nesta a escalada é mais comprometida. As paradas são em pitons ou completamente em móvel. O rapel pode complicar com enroscos na corda. Dependendo da face que se escala o vento é forte e castiga. Ou seja, a aventura é garantida. Mas não podemos subestimar. Lembro que na época que escalamos, um trio teve problemas para baixar por conta de perda de equipamento, enrosco de cordas, etc.


      Vias para repetir? Só uma:

Clemenzo, 150m, 5+.

      Foi esta via que escalei junto com o Bruno Klein. O Bruno com certeza fez a diferença, agilizando as cordadas que guiou, e a chaminé quase no final da via.

      É bem provável que entremos também na Normal, 6a. Depois de escutar o relato de um amigo que entrou nesta via fiquei bem afim. De qualquer forma, seja a Normal ou seja repetir a Clemenzo, vale muito a pena o desafio!

Referência do croqui: http://pataclimb.com/climbingareas/frey/torres/frey.html

10 de janeiro de 2012

Série Frey 2012 - Repetições: Agulha Frey

      Algumas repetições são necessárias. Seja pela beleza da via, seja pela dificuldade (ou falta de), seja pelo motivo que for. No caso do Frey, nada melhor que aclimatar entrando em duas vias clássicas na agulha que dá nome ao lugar e ao refúgio.

Agulha Frey (La Frey)
Um dos muitos croquis encontrados no guia de escalada da região do refúgio E. Frey.

      Esta agulha representa bem o que há de melhor para um escalador fazer naquele lugar. Com vias de até 100 metros, ela é a porta de entrada para qualquer escalador. Na verdade, não escalar nesta agulha fica faltando alguma coisa.

As vias que fiz e que teria um enorme prazer em repetir, sem sombra de dúvida são:
  1. Sifuentes-Weber, 100m, 5+
  2. Diedro de Jim, 50m, 5
      A primeira via escalei na temporada de 2010, com o Edu Mora. Veja o relato no post Sifuentes-Weber 100m 5+, Agulha Frey, Frey. A segunda escalamos na mesma viagem. Estas vias são muito repetidas, chegando a fazer fila na base da parede. Na via também podem ocorrer encontros, dado o grande número de escaladores fazendo a via. De qualquer forma, é imperdível.

      E, juntando fatos como: esta é a agulha mais próxima do refúgio, as vias são muito bem protegidas, linhas clássicas e bem repetidas, paradas apropriadas para rapel, e minha parceira - Camila Armas - que ainda não escalou alí, temos bons motivos para escalar La Frey. E quem sabe buscar outras linhas igualmente bonitas nestas paredes.


9 de janeiro de 2012

Série Frey 2012 - Lista de Desejos

      Com viagem marcada, passagem comprada, "peso" no bolso e equipamento na mão, só me resta esperar o dia da viagem e fazer alguns planos. Dentre os planos o mais óbvio é a escalada nas agulhas do Frey. Mas que outros planos poderiam ser incluídos no "pacote"?

      A prioridade são as paredes. As agulhas na região do Cerro Catedral. Mas se o clima não ajudar, existem opções interessantes. Entre elas:

Travessia dos refúgios Frey, San Martin, Itália e Lopez
      Fazer a travessia entre os refúgios do Cerro Catedral pode levar um bom tempo. Cerca de 5 ou 6 dias. Mas é uma idéia muito boa. Ou pose-se optar por fazer somente parte do trajeto, desviando para a cidade.

Refúgio Otto Meiling
      Este refúgio fica próximo ao Cerro Tronador - ou Monte Tronador, cerca de 200 m.s.n.m. Com uma caminhada aparentemente não muito difícil, parece uma boa opção para ver o Tronador de perto e sentir o frio próximo às geleiras. Subir o monte não é a intenção, mas não descarto completamente.

Refúgio Tronador
      Uma opção interessante, mas um pouco mais demorada. É interessante porque cruza a fronteira com o Chile. Este refúgio está do lado chileno do Tronador, e fica mais alto. Cerca de 2200 m.s.n.m.

Glaciar Castaño Overa
      Este glaciar faz parte de um conjunto de 7 glaciares em volta do Cerro Tronador. É uma opção se resolver caminhar para os lados do Ref. Otto Meiling.

Rafting
      O rafting no Rio Manso é bem famoso. Como sou fã deste esporte, toparia descer umas corredeiras, mesmo passando um pouco de frio.

La Buitrera
      Este setor de escalada próximo de Bariloche foi muito bem recomendado. Pelo que lí, é um canion, com ótimas paredes e vias esportivas. Na verdade existem muitos setores incríveis próximos à Bariloche. Entre eles, o famoso Valle Encantado. Mas como a trip está mais para tradicional, as esportivas serão opções menos procuradas. Enfim... 

      O desejo mesmo é de escalar nas agulhas do Frey. Outras opções e idéias são bem-vindas. Apesar da prioridade na escalada tradicional, as caminhadas, os passeios e outros setores tradicionais, esportivos ou seja lá o que for também são desejáveis e valem muito à pena. De qualquer forma, estando na região, é aproveitar o Frey. E entre uma escalada e outra, tentar algum destino diferente. Seja qual for. Tudo vale!


Referências na web: