No dia 25 de Agosto, pude sentir o prazer de entrar novamente em uma das vias mais clássicas nas paredes da Esfinge. Lembro de ter entrado com o Tavinho na metade da primeira cordada da via. Muito molhada na época. Tivemos que abortar. Mas ficou um gostinho de "quero mais".
Última Terra de Malboro, 210m VIIa A1 (VIIIa A0) E3 M2
| William, na parada da primeira cordada. Tente enxergar! |
Esta via transcorre pela face Norte da Esfinge. Cinco cordadas. A primeira protegida em chapas e grampos. A segunda começando em um diedro em móvel, alcançando um platô de mato. Deste platô se alcança o primeiro grampo, seguindo para algum lugar que não ví... pois é!
Quando eu e Camila alcançamos a base da via, o William já estava na parada da primeira cordada. Da trilha consegui tirar várias fotos dele, do meio da cordada pra cima. Na velocidade que estavam as coisas, achei que nem entraríamos na via. Mas acabamos entrando de segundo em vez de guiar. Escolha acertada pelo tempo já adiantado. Cordada linda!
Com cinco pessoas na parada, e o tempo já avançado, ninguém estava muito afim de seguir em frente. Pra piorar, uma neblina já estava tomando conta do lugar, deixando uma visibilidade mínima. Não dava pra enxergar muita coisa.
Depois de muita conversa e o Wil tentando me convencer a equipar o diedro, acabei me empolgando. Decidimos tentar esta cordada, que não parecia difícil. Estava com o equipo móvel na mochila. E levar e não usar, seria um desperdício.
Depois de subir pelo diedro e chegar no primeiro grampo, a visibilidade e a humidade tomaram conta. Estava ficando escuro, e não tinha noção do que viria pela frente. Resumindo tudo, senti novamente o gostinho e a delícia da primeira cordada. E ainda experimentei o início da segunda cordada, que me deixou apaixonado pela via.
| Camila na primeira cordada. A neblina já estava presente. |
É. Não tenho mais escolha. Ficou de novo um gostinho de "quero mais, muito mais". Preciso voltar logo nesta via, mas desta vez pra tocar até o final.
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